Os Afrikano Culturais e o Sexo Anal

Antes de começar a narrativa, nada melhor que deixar aqui bem patente o significado da terminologia real daquilo que compreendemos por Sexo Anal. O termo do ponto de vista científico na realidade não é sexo anal, mas sim, Sodomia. Sodomia significa : «Relação sexual anal entre homem e mulher, entre mulheres, ou entre homens. E quem pratica a Sodomia é conhecido(a) por Sodomita. Mas o ato em si na verdade é, vulgarmente conhecido por, sexo anal. O Sexo Anal é uma prática sexual que se caracteriza pela introdução do pênis (ou de algum objeto sexual, ou não)no interior do ânus do parceiro sexual, seja ele homem ou mulher. Entre humanos, tal prática é tida como uma forma de se obter prazer durante a relação sexual para satisfação de um ou ambos os participantes.»

Ora bem. Cada sociedade ou povo vê o sexo de maneira diferente. E não podemos julgar (seja que povo for) por serem sexualmente diferentes de nós. Digo sexualmente no que tange a prática e não ao gênero. Se para muitos num ato sexual vale de tudo, noutras sociedades é escusado tal princípio sexológico!

Antes porém, vou me posicionar nas vestes de leitor, e questionar a mi mesmo para todos nós entrarmos profundamente no tema.

1° A final de contas, para os Afrikanos ligados a tradição cultural e etc, o sexo anal é tido como um ato irracional, obsceno, ou é simplesmente uma vaidade sentimental ou sexual do homem?

2° Sexo anal é um desrespeito para com a sua companheira?

3° Que benefício tem o sexo anal na sociedade tradicional cultural Afrikana?

4°Como é visto o sexo anal do ponto de vista sociocultural?

5° Os Afrikanos (conservadores da tradição e cultura) devem ou não aderir a essa prática?

Essas e outras questões(tais como os mitos que rondam essa prática) estão entre as maiores dúvidas de quem tem a curiosidade de saber sobre a sodomia, ou, o sexo anal na sociedade tradicional cultural Afrikana.

Ora bem. A sociedade Afrikana (ligada a tradição cultural) tem o sexo como um ato Espiritual e de procriação. O sexo no seio dos variadíssimos povos que compõem o mosaico Cultural Afrikano, para muitos deles, um ato sexual começa de dentro, e depois transcende para um outro estágio do nosso ser, envolvendo o corpo numa profunda simbiose com os sentimentos. Pois para o povo ligado a tradição cultural, o sexo não satisfaz só o corpo, o espírito também fica saciado. Ou seja, o sexo não é só visto como uma atividade reprodutora. Ela transcende tal conceito existente no imaginário de muita gente. Existem mitos em alguns grupos étnicos que afirmam piamente que; existe pessoas que fazem sexo espiritual. Ex: já ouviram falar de pessoas ditas feiticeiras(os) ou com poderes sobrenaturais que têm famílias (no submundo) ou no mundo espiritual? Então, estas pessoas são peritos em praticar o sexo fora da órbita carnal. E existem até histórias de mulheres que foram violadas sexualmente no mundo espiritual. Inclusive mulheres que não têm “se quer” ligações com o mundo espiritual ou submundo. Portanto, por isso que o sexo vai além de uma perspectiva física ou carnal, por estes e por vários motivos.

No entanto não basta somente ter o sentimento(estado afetivo que tem por antecedente imediato uma representação mental). Ela envolve sentimento energia cósmica respeito amor cumplicidade etc etc etc. Para eles, o sexo e um ato de tamanha responsabilidade e profundidade, onde o sentimento não é o único elemento condutor do ato sexual em si.

Agora, o sexo anal (em si) não é bem visto(a) na sociedade conservadora cultural e tradicional Afrikana. O sexo anal é uma prática obscena, porque não respeita os critérios impostos pela tradição cultural de cada povo que compõe essa Afrika culturalmente única e maravilhosa. Razão pela qual não existe relatos do gênero na história ancestral dos Afrikanos. Contrária às outras sociedades, sobretudo ancestral fora da esfera Afrikana, onde a sodomia, vulgo, sexo anal já era uma realidade, tal como a Pederastia(ato homossexual existente na antiga Grécia e Roma). Se achavas que o sexo anal é de agora, ou é uma evolução daquilo que compreendemos por sexualidade ou sexo sem limitações algumas, então estás redondamente enganado. O sexo anal já existe na Europa desde a era da mitologia Grega e Romana. Ou melhor, existem relatos históricos que provam que o sexo anal foi criado e trazido por deuses da antiga Grécia.
Contrário a Grécia antiga, tal realidade (sodomita) não existe em nenhuma narrativa ou história ligada às civilizações antigas do continente Afrikano.

Com isso quero dizer que, o Afrikano (culturalmente tradicional) tem uma consciência sexual diferente “comparativamente” aos outros povos, nesse caso, em função dos valores culturais morais tradicionais espirituais etc, que lhe foram transmitidos. Mas só os Afrikanos que vivem fora da esfera da civilização ou da globalização neoliberal ou ocidental. Fora isso, existe um grande e vasto grupo (de Afrikanos) que são adeptos da Sodomia, vulgo, sexo anal.

Agora, amado leitor, permita-me falar propriamente de como funciona e como alguns grupos étnicos conservadores costumam a interpretar o sexo assim como a Mulher nas suas sociedades.
Por exemplo, em alguns grupos etnolinguístico a Mulher é vista como se da mãe natureza se tratasse. Portanto, ela está acima de nós. Acaba por ser no fundo uma das razões de tal acto não acontecer. Fora alguns mitos ligados ao mundo espiritual, onde a mulher tem uma outra representação ou característica. Mas cá no mundo real, o sexo está intimamente ligada ao respeito sexual que a mulher tem dentro da cultura Afrikana. Para o Afrikano o corpo de uma mulher (culturalmente falando) é um templo sagrado. Sagrado, não do ponto de vista religioso, mas sim, do ponto de vista cultural ancestral e etc.

Por exemplo, na sociedade khoisan e Himba de Angola e tantas outras, é quase uma blasfémia falar de sexo anal. Aliás, é um conceito e um termo “obsceno” que nem se quer existe no vocabulário desses povos. Porque para eles, tal ato não agrega valor social cultural espiritual e sexual.

Quanto a questão da transmissão dos valores sexuais, ela difere muito da educação sexual em que estamos acostumados ou que aprendemos nas academias em casa e etc.

Os valores sobretudo sexuais são transmitidos em uma determinada fase da vida, apartir dos nove anos ou mais. No caso das meninas, elas aprendem primeiramente a tratar da sua higiene vaginal, e posteriormente outros valores vão sendo agregados ou adquiridos por si mesma. No caso dos rapazes, eles aprendem após a circuncisão. Em outros grupos “étnicos” eles aprendem na fase da circuncisão, ou melhor, antes da cerimônia final. Para o Afrikano a circuncisão não é só a remoção do prepúcio do pénis. E também uma escola onde se aprende de tudo um pouco, inclusive os valores sexuais.

Fora a questão afrikana, quem o faz ou quem está interessado(a) a fazer tem de ter minimamente noção de questões relacionadas a saúde(sexual), envolvendo obviamente os cuidados com a higiene. Ou seja, existem vários riscos de contrair doenças sexualmente transmissíveis. Para evitar doença alguma, existem também maneiras adequadas de fazê-lo com saúde.

Narrativa & Autoria d&: João Niango Ngombo Kina O Mar Negro Moufty.

Comente!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.