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Calvino sobre a música

Há quem diga que o Ethos da música representa certa filosofia ultrapassada, cuja finalidade se perdeu no tempo. Porém, as palavras de Calvino encaixam nitidamente nas questões contemporâneas da música, nos ensinando que a finalidade imprópria da música pode causar malefícios à alma.

Nem a voz nem o canto tem algum valor ou algum proveito para Deus se não nascerem de um afeto íntimo do coração. Ao contrário, irritam a Deus e provocam sua cólera se só sai dos lábios […]. Apesar disso, não condenamos aqui nem a voz nem o canto; antes os apreciamos muito, contanto que acompanhados do afeto do coração. Porque dessa maneira ajudam o espírito pensar em Deus e o mantém nele […]. Além disso, como a glória de Deus deve resplandecer em todos os nossos membros de nosso corpo, convém que língua, criado especialmente por Deus para anunciar e glorificar o seu santo nome, seja empregada em fazer isso, falando ou cantando. (Institutas III. XX, 31).

E ainda que a prática do canto possa se estender mais amplamente; ela é, mesmo nos lares e nos campos, um incentivo para nós, de certo modo, um órgão de louvor a Deus, para elevar nossos corações a Ele, e consolar-nos pela meditação de Sua virtude, bondade, sabedoria e justiça: isto é, tudo aquilo que é mais do que alguém possa dizer […]. Agora, entre outras coisas que são próprias para entreter e recrear o homem e lhe dar prazer, a música é tanto a primeira como a principal; e é necessário pensar que este é um dom de Deus a nós delegado para tal fim. (Prefácio do Saltério de Genebra, 1542).

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